sábado, 17 de janeiro de 2015

Limpeza de estofados

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Linha vermelha...


domingo, 17 de junho de 2012

Dinheiro no Divã


Muito bom esse artigo da Iara Biderman da Folha de São Paulo!
É incrível como o dinheiro está intimamente ligado às nossas emoções e nosso inconsciente.
O dinheiro tem sido mesmo a raiz de todos os  males...
Casais se separam, pais e filhos se voltam uns contra outros, amizades acabam etc...
Cada um tem um uma maneira de se relacionar com o dinheiro e cabe a cada um de nós identificar nossos pontos fracos e tentar melhorar, ou melhor, tentar encarar nossas falhas prá ter uma relação saudável com o dinheiro e como consequência uma vida financeira plena.
Aproveite bem essa leitura!

por Raquel M. Chagas













O jeito que você administra sua vida financeira revela muito do seu inconsciente; dificuldades para lidar com a grana causam mais neuroses do que problemas sexuais, diz psicanalista 


Diga-me como você usa o dinheiro e eu lhe direi quem você é.
Independentemente das taxas de juros ou das regras da poupança em vigor, a forma como cada pessoa leva sua vida financeira está muito mais ligada a aspectos de sua personalidade do que ela gostaria de imaginar.
Como ferramenta para desvendar o inconsciente, o dinheiro é o novo sexo, segundo o psicanalista venezuelano Axel Capriles, autor de "Dinheiro - Sanidade ou Loucura" (ed. Axis Mundi, 192 págs., R$ 32).
"O papel que a sexualidade desempenhou para a psicologia de Freud foi trocado pelo complexo do dinheiro. Há muito mais loucuras e doenças associadas ao dinheiro do que ao sexo", afirma o psicanalista.

AVAREZA
Embora não tenha dado essa mesma ênfase à força da moeda, Freud não deixou de apontar o seu papel na mente e no comportamento humano. A avareza, especialmente, foi objeto de estudo do pai da psicanálise.
Na teoria freudiana, a relação com o dinheiro está ligada à fase anal. "As fezes são o primeiro objeto de troca, a primeira coisa que a criança tem para negociar", diz o psicanalista Jorge Forbes.
Segundo Freud, o jeito que a criança negocia o afeto da mãe, retendo as fezes, por exemplo, influencia a forma que ela vai lidar com sua vida financeira no futuro.
Para Forbes, o trato com o dinheiro não é um carimbo para determinar um tipo de personalidade, mas pode, sim, dar pistas de quadros psicológicos.
Assim, uma neurose obsessiva pode se manifestar no pão-durismo; o desdém pelo dinheiro pode ser uma histeria e o esbanjamento, um quadro maníaco.
Mas essas patologias entram na conta-corrente de todo mundo? "São extremos, mas essas características entram na vida cotidiana de cada um, o que há é uma diferença de grau", diz Forbes.

CONTA CONJUNTA
Doenças à parte, alguns especialistas estudam problemas da vida comum -afinal, quem nunca se viu enrolado em dívidas?
A socióloga e consultora Glória Maria Garcia Pereira, autora de "As Personalidades do Dinheiro" (ed. Campus, esgotado), afirma que há padrões de personalidade inconscientes que determinam nossa relação com dinheiro e que a chave para não sofrermos com a ciranda financeira é descobri-los.
"Quando a pessoa compreende como [os padrões] funcionam, é um alívio incrível. Não precisa mudar sua personalidade, mas aprender a lidar com ela para não sair prejudicada."
A relações-públicas Carolina Decresci, 27, que levou mais de um ano para sair do vermelho, descobriu o quanto era desorganizada na hora em que sua dívida do cartão de crédito estourou.
"Minha conta bancária era como meu guarda-roupa, uma bagunça total. Mas são coisas que só eu mexo, ninguém vê nem sabe o que está acontecendo."
Quando a situação ficou inadministrável, ela teve que tirar do armário esse aspecto de sua personalidade. "Surpreendi as pessoas, achavam que eu era tão certinha..."

ALÉM DA PLANILHA
Ao lidar com dinheiro, não dá para escapar da matemática de somas e subtrações. Mas as contas não fecham só por uma questão de cálculo.
Entre as emoções que interferem no saldo final, culpa, medo e autossabotagem são as mais comuns, segundo Christian Barbosa, consultor em produtividade e administração do tempo.
Difícil é abrir esses dados na conta pessoal. "É mais fácil falar de sexo do que de grana. Quando a pessoa fala de seu dinheiro, está expondo suas competências e sua vida privada", diz a psicóloga Valéria Meirelles, que prepara uma tese sobre o tema.
Já o psicanalista Jorge Forbes acha que tanto dinheiro quanto sexo deixaram de ser tabus. "As pessoas falam abertamente só porque tratam o sexo com objetividade e o dinheiro sem emoção, mas os dois carregam sempre uma carga afetiva. As necessidades se resolvem na planilha, mas os desejos, não."
O que não implica que só se resolvam com uma descida às profundezas do inconsciente ou das agências de proteção ao crédito.
As emoções do dinheiro estão ligadas à nossa disposição para correr riscos, diz o neurocientista Álvaro Dias, do Laboratório de Neurociências Clínicas da Unifesp. Ou a quanto o prazer de ganhar supera o desprazer de perder.
Segundo Dias, os estudos mais recentes mostram que essas tendências são flexíveis, mudam conforme o ambiente e as regras do jogo. Quer apostar?

ESCRAVO
Ele vive para pagar contas e se sente obrigado a fazer o que não quer por causa disso. Coloca-se no papel de vítima (do 'sistema', dos patrões, da família, dos credores) e o dinheiro para ele se torna um mal do qual não quer escapar. É movido por raiva e medo -a primeira por ter de se submeter à 'escravidão' e o segundo por não saber como sobreviver fora dela

DESLIGADO
Não ligar para dinheiro pode até parecer uma vantagem, mas essa característica costuma estar relacionada à imaturidade. O desligado não honra compromissos e se acomoda no papel de dependente (econômico e emocionalmente). Pode ser alguém realmente desapegado, mas também pode ser um egoísta que não quer se comprometer com as necessidades dos outros nem sofrer com as suas.

AVARENTO
É a pessoa que nega, retém, não troca. Guarda para uma ocasião futura que não chega, adiando um prazer imaginado, mas nunca usufruído. O medo de perder e de sofrer é maior do que um incerto prazer obtido. Para afastar esses medos, quer controlar tudo: ganhos e gastos. Costuma ser inseguro e carregar sentimentos de culpa, porque, na cultura ocidental, a avareza é moralmente condenada.

REVOLTADO
Tem raiva do dinheiro (e da falta dele) e não gosta de falar no assunto. Pode expressar imaturidade e dificuldade em lidar com limitações. Em alguns casos, a revolta representa um desejo de autoafirmação; em outros, reflete um ambiente cultural em que o dinheiro é considerado algo 'sujo' e perverso

ESBANJADOR
Compra o que quer e o que não quer, tendo como bancar o gasto ou não. Se está alegre e quer se divertir, gasta. Se está triste ou frustrado, gasta mais ainda. É impulsivo e imediatista. É comum o gastador ser uma pessoa extrovertida e se socializar facilmente, mas esse tipo de personalidade financeira também pode ser um comportamento de pessoas depressivas 
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Reportagem por  IARA BIDERMAN DE SÃO PAULO
Fonte: Folha on line, 12/06/2012
Imagem da Internet

sábado, 16 de junho de 2012

A última carta de amor


Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembra de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos á sua volta pareçam atenciosos amavéis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por "B", e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro dácadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma desssas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido - em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado - Ellie começa a procurar por "B", e nem desconfia que, ao fazer isso talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento. Com personagens realísticos complexos e uma trama bem elaborada.

NIZAN GUANAES





Rio + muita coisa
A Rio+20 põe no holofote o papel do Brasil no mundo e o papel do Brasil no mundo da sustentabilidade
A Rio+20 é tão rica de significados que precisa ser vista de vários ângulos. Palco global, ela põe no holofote o papel do Brasil no mundo, o papel do Brasil no mundo da sustentabilidade e o novo papel da sustentabilidade no mundo.
Estamos bem nos três papéis, e a conferência de desenvolvimento sustentável que começa amanhã é uma oportunidade que a ONU nos dá de passar essa e outras mensagens ao mundo.
Será o primeiro de uma série de megaeventos que colocarão o Brasil no horário nobre da atenção mundial. É uma escalada incrível, como uma prova de que Deus é brasileiro: Rio+20, Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíada. Tudo começando e acabando no Rio de Janeiro, nossa cidade mais internacional, pronta para esse papel desde o dia de sua fundação.
Se fosse criar um plano de marketing para divulgar o Brasil no mundo, não poderia imaginar calendário melhor, começando justamente por uma área na qual o país apresenta credenciais e liderança importantes: a sustentabilidade.
A sustentabilidade deve ser nossa vocação natural, um grande caminho para destravar a inovação brasileira. A sustentabilidade hoje está inescapavelmente ligada à inovação. Presente do desenho de um novo produto até sua distribuição, consumo e descarte, ela está refazendo cadeias produtivas inteiras.
Não se preserva mais o ambiente simplesmente isolando o ambiente. O isolamento é cada vez mais impossível. Por isso, preservar é inovar, é inventar novas formas de produção e interação.
Há bons exemplos por toda parte. A Ambev estabeleceu padrões de uso e preservação de água, sua principal matéria-prima, e criou programas de defesa de recursos hídricos trabalhando diretamente com comunidades pela sustentação de ecossistemas. A Nike criou um índice de sustentabilidade de materiais para orientar seus designers em relação ao impacto ambiental de suas criações.
Essa busca cada vez mais intensa pela sustentabilidade transforma os serviços, a indústria, a agropecuária, todos os setores da sociedade e da economia. E estamos vendo apenas o começo dessa nova mentalidade, que passa pela nova relação dos consumidores com as cadeias produtivas, pela emergência definitiva do consumo cidadão.
Ações de sustentabilidade das empresas no começo eram acusadas de "marqueteiras" por puristas bem intencionados e céticos de plantão, que viam contradição em grandes corporações financiando preservação ambiental e responsabilidade social.
Mas não existe sustentabilidade marqueteira. Ou você a coloca dentro do seu modelo de negócios ou você está fora da onda e fora do mercado no médio prazo. A mensagem do marketing agora é compre, mas de maneira responsável. E vale para toda a cadeia: produza de maneira responsável, se relacione com consumidores, com acionistas, com fornecedores, com todos, de maneira responsável.
As iniciativas de sustentabilidade tanto não eram "marqueteiras" que cresceram nas corporações, forçadas ou apoiadas por consumidores demandantes, e hoje se tornam departamentos de inovação e sustentabilidade, uma conjugação óbvia e duplamente benéfica para empresas e para consumidores.
Não fazemos mais as coisas movidos por utopia, por ideologia ou por religião: quem mais nos move hoje são as pessoas próximas, nossos filhos, nossos parceiros, nossos amigos e nossos familiares. Para eles, queremos um futuro que só a sustentabilidade pode sustentar.
Vejo no extraordinário acervo digital que a Folha abriu ao público na web que as manchetes durante a Eco-92 foram dominadas pela crise política que culminou no impeachment de Fernando Collor de Mello. Era o primeiro presidente eleito democraticamente depois da ditadura militar e que seria deposto dentro do rito constitucional numa prova de força da nascente democracia brasileira.
Depois de 20 anos, ainda temos muito a fazer, mas nossa democracia é forte, nossa economia é sólida, nosso povo é mais feliz e mais próspero. E nossa floresta, imensa e exuberante, segue em boa parte de pé.
O mundo precisa conhecer esse novo Brasil. É hora do show.
NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC, escreve às terças-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.


DANUZA LEÃO - Responda, se tiver coragem

Até porque a felicidade é sempre coisa do passado ou do futuro -ah, como foi bom, ah, como vai ser bom



VOCÊ É FELIZ? A essa pergunta, tão curta e aparentemente tão simples, ninguém responde rápido, nem que sim nem que não.
A resposta costuma ser tipo "bem, quando penso na situação da maioria dos brasileiros, não dá para dizer que eu seja infeliz". Não foi essa a pergunta, as pessoas sempre se enrolam.
É difícil mesmo, até porque a felicidade é sempre coisa do passado ou do futuro -depois que o apartamento for comprado, as férias foram maravilhosas, quando a filha se casar, quando arranjar um namorado ou quando me separei, ah, como foi bom, ah, como vai ser bom. Sempre antes ou depois.
As pessoas têm um certo pudor de confessar que são felizes; somos todos supersticiosos, e se queixar um pouco da vida faz parte, para não despertar a inveja dos amigos e a ira dos deuses. E mais: na hora em que se é feliz não se tem consciência do que está acontecendo -complicada, essa tal de felicidade.
O que não se deve é confundir: acontecem às vezes momentos maravilhosos em lugares deslumbrantes, com pessoas incríveis, e se imagina que aquele é um dos grandes momentos da vida, se imagina até mesmo que aquilo é a felicidade.
Anos depois, desses momentos só vai sobrar uma foto, se sobrar, e na memória, quase nada; no coração, nem pensar. Bom mesmo é ser feliz e perceber; quando você come um chocolate bem gostoso, é melhor achar bom na hora ou dois anos depois?
Para isso é preciso um certo treino: o dia de hoje, por exemplo, está sendo bom, ruim ou regular? Pense um pouco: aconteceu alguma coisa boa desde que você acordou? Não? Mas nada mesmo? Será?
Para começar, você acordou, abriu os olhos e viu a luz do dia; quando abriu a torneira, tinha água, o jornal estava na porta, e os gatos brincando. E mais: com um dia inteiro pela frente, dá para tomar certas decisões, do tipo "hoje vou ser feliz". Já é um começo.
É bem verdade que às vezes a vida não dá trégua, mas com o tempo a gente aprende a se defender, e uma boa estratégia é evitar qualquer discussão, e dizer sim a tudo.
Quando ouvir um "você engordou um pouco", diga que é verdade, e que está péssima -dizer que está péssima atrai as simpatias gerais.
Ache graça em tudo o que disserem e peça opinião sobre tudo: do namorado com quem não sabe se deve se casar ou abandonar para sempre até qual a melhor dieta -o que não quer dizer que vai seguir quaisquer dos conselhos.
Com isso está comprando seu sossego, isto é, sua felicidade, o que não tem preço.
E sua personalidade, suas opiniões, onde ficam? Ora, não há nada mais insuportável do que pessoas que têm opinião; bom mesmo são as que concordam com a gente o tempo todo.
E pensando bem, não custa nada dizer sim, sim, sim. Afinal, não é um preço assim tão alto para que todos sejam felizes.
E você? Bem, querer que todos sejam felizes e você também é querer demais, mas mesmo assim, não custa lembrar: ser feliz, ao contrário do que dizem, não é pecado.
PS - O grande escândalo do diretor do FMI me fez pensar. A arrumadeira entrou para arrumar o quarto; ele, que estava no banheiro, abriu a porta (nu) e viu a moça.
Imagino que seja preciso um tempo para que o desejo masculino aconteça; tempo suficiente para ela sair correndo (e à visão do personagem em questão, nu, mais correndo ainda).
Lembro de Mike Tyson que, anos atrás, convidou uma moça para subir em seu quarto de hotel; ela, pobre inocente, aceitou, depois o acusou de tentativa de estupro, e o lutador foi condenado a seis anos de cadeia. Ah, essa América puritana.

danuza.leao@uol.com.br

Flagelo da classe média

CONTEÚDO LIVRE: LUIZ FELIPE PONDÉ - Flagelo da classe média: Basta ver o tanto de bobagens que se fala no Facebook, tipo "fui ao banheiro" NÃO SOU BEM RESOLVIDO, tenho muitos preconceitos. Um dele...